Política

Raquel Lyra reduz distância para João Campos e fortalece disputa pelo Governo de Pernambuco, aponta pesquisa Real Time Big Data

Governadora saiu de 24% para 40% das intenções de voto desde setembro de 2025, enquanto diferença para o adversário caiu de 35 para cinco pontos percentuais

Mais do que o resultado isolado da pesquisa divulgada nesta semana, o que chama atenção na série histórica da Real Time Big Data é a consistência do crescimento da governadora Raquel Lyra ao longo dos últimos meses.

Embora João Campos ainda apareça numericamente à frente na disputa pelo Governo de Pernambuco, os números mostram uma mudança significativa no cenário eleitoral desde o segundo semestre de 2025.

Em setembro daquele ano, Raquel Lyra registrava apenas 24% das intenções de voto, enquanto João Campos alcançava 59%. A diferença entre os dois era de expressivos 35 pontos percentuais, levando muitos analistas a tratarem a eleição como praticamente definida.

No entanto, a partir dali, a governadora passou a apresentar crescimento contínuo em todos os levantamentos realizados pelo instituto. Em dezembro, Raquel chegou a 28%. Em fevereiro de 2026, alcançou 31%. Em abril, atingiu 33%. Agora, na pesquisa mais recente divulgada pela CNN, aparece com 40% das intenções de voto.

Em termos absolutos, Raquel Lyra avançou 16 pontos percentuais desde setembro de 2025, enquanto João Campos recuou de 59% para 45% no mesmo período.

O resultado é uma redução drástica da distância entre os dois principais pré-candidatos. O que era uma vantagem de 35 pontos caiu para apenas cinco pontos percentuais. Considerando a margem de erro do levantamento, essa diferença pode chegar a apenas um ponto.

O movimento revela um cenário eleitoral muito diferente daquele observado há poucos meses. Enquanto João Campos apresenta uma curva descendente ao longo das sucessivas pesquisas, Raquel Lyra consolida uma trajetória de crescimento sustentado, encurtando a distância a cada novo levantamento.

A tendência também reforça o que já havia sido identificado pela última pesquisa Datafolha, que apontou uma disputa bem mais equilibrada do que aquela retratada pelos levantamentos realizados no ano passado.

Do ponto de vista político, o fenômeno merece atenção. Não é comum que um candidato inicie uma corrida eleitoral com uma vantagem superior a 30 pontos e veja essa diferença diminuir de forma constante ao longo do tempo. Menos comum ainda é observar esse movimento ocorrer paralelamente ao crescimento contínuo do adversário.

Ainda falta muito para a definição das urnas. Mas os números já permitem concluir que Raquel Lyra conseguiu recolocar a disputa em aberto e transformar uma eleição que parecia previsível em uma das mais competitivas e interessantes do país.

Se a tendência observada nas pesquisas continuar se confirmando, Pernambuco poderá assistir a um dos casos mais emblemáticos de recuperação eleitoral dos últimos anos — um processo que certamente será estudado por estrategistas, marqueteiros e cientistas políticos nas próximas campanhas.